quinta-feira, 30 de julho de 2015

Apesar da Lava Jato Refinaria alavanca recorde em Suape

Pernambuco 247 - O Complexo Industrial e Portuário de Suape, em Pernambuco, assumiu a liderança na movimentação de cargas entre os 17 portos públicos do Norte/Nordeste. O porto pernambucano registrou 10,4 milhões de toneladas de produtos no primeiro semestre deste ano, marca superior aos 10,3 milhões de toneladas do Porto de Itaqui (MA), até então primeiro colocado em ranking com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) nas duas regiões. Movimentação de cargas em função da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) foi o principal indutor do crescimento do terminal pernambucano.

Entre os 37 portos públicos de todo o País, Suape subiu de sexto para o quinto lugar em movimentação, ficando atrás apenas de Santos (SP), Itaguaí (RJ), Paranaguá (SC) e Rio Grande (RS). O terminal pernambucano obteve, ainda, o segundo maior volume de granéis líquidos do Brasil no período, com 7,6 milhões de toneladas, distribuídas sobretudo entre óleo diesel, óleo combustível, óleo bruto de petróleo, GLP (gás de cozinha), querosene de aviação. Isso representa uma alta de 68% ante o primeiro semestre de 2014. O primeiro porto em granéis líquidos foi Santos, com 7,8 milhões de toneladas.

Com o resultado de janeiro a junho deste ano, Suape volta a bater seu recorde semestral de movimentação de cargas, com um incremento de 38% ante o mesmo período de 2014, quando operou 7,5 milhões de toneladas. O complexo também atingiu, em junho, um novo recorde mensal, quando acumulou 1,9 milhão de toneladas de cargas, o maior volume em um único mês. Essa marca é 72% maior que a registrada em junho de 2014 e 17% superior a maio deste ano.

"Essa é uma conquista histórica que demonstra a importância de Suape não só para as regiões Norte e Nordeste, mas também para o País inteiro. Mesmo neste cenário econômico difícil, nosso porto bate recordes e avança para se consolidar como um hub port (concentrador e distribuidor de cargas) nas regiões Norte/Nordeste.Esperamos crescer mais de 30% este ano, chegando a 20 milhões de toneladas até dezembro", comemorou Thiago Norões, secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco e presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape. Em 2014, Suape encerrou o ano com 15,2 milhões de toneladas de cargas movimentadas.

A Refinaria Abreu e Lima é a principal responsável por esses desempenhos de Suape. Desde que entrou em operação, em dezembro passado, a unidade de refino proporcionou o aumento do volume de óleo bruto de petróleo e de derivados de petróleo em geral transportado por via marítima, ocasionando recordes sucessivos de movimentação no porto pernambucano. O total de óleo bruto de petróleo circulando pelo porto chegou a 1,3 milhão de toneladas neste semestre, produto que, até o fim do ano passado, não estava na lista das principais cargas de Suape e que hoje se configura como o quartoitem mais importante entre os granéis líquidos. Além dele, destacam-se o óleo diesel, item de maior movimentação, com 2,1 milhões de toneladas; o óleo combustível, com 1,4 milhão de toneladas; GLP, com 1 milhão de toneladas; e o querosene de aviação, com 664,8 mil toneladas.

Além do aumento no volume dos granéis líquidos, Suape comemora a ligeira alta de 0,24% na movimentação de contêineres no primeiro semestre, ante o mesmo período de 2014. Assim, o porto fechou os seis primeiros meses do ano com 203,2 mil TEUs (unidade de medida para contêineres de 20 pés, do inglêsTwenty Foot Equivalent Unit).

EXPORTAÇÕES E IMPORTAÇÕES – Outro fato a comemorar em Suape no primeiro semestre foi o aumento de 132% nas exportações, com 628,9 mil toneladas movimentadas, mais que o dobro do acumulado nos seis primeiros meses de 2014, quando foram registradas 270 mil toneladas. A importação, por sua vez, somou 3,2 milhões de toneladas, uma alta de 1,8% ante os seis primeiros meses de 2014. As cargas mais importadas foram contêineres, óleo diesel, GLP e querosene de aviação. Os principais países de origem das cargas foram os Estados Unidos, Argentina, Emirados Árabes, Antilhas Holandesas, México, China e Índia.

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