sexta-feira, 24 de julho de 2015

FHC não se nega a debater a crise com o ex-presidente Lula


“O presidente Lula tem meus telefones e não precisa de intermediários. Se desejar discutir objetivamente temas como a reforma política, sabe que estou disposto a contribuir democraticamente. Basta haver uma agenda clara e de conhecimento público”.

Foi esta a resposta dada por e-mail pelo ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, ao jornal Folha de São Paulo desta quinta-feira (23), comentando a especulação de que seria procurado por um emissário do ex-presidente Lula, que lhe proporia um encontro dos dois para debater a crise política e evitar um eventual impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O Instituto Lula negou a informação. Mas o jornal sustenta que amigos dos dois ex-presidentes estariam mediando o tal encontro.

Verdadeira ou não a informação, o ministro da Defesa, Jaques Wagner (PT), vê com bons olhos uma conversa política entre os dois ex-presidentes.

“Considero fundamental que a gente mantenha, cada qual sua posição, mas sem perder de vista o norte que é o futuro do país”, disse o ex-governador da Bahia.

Segundo ele, um eventual encontro dos dois ex-presidentes “teria uma agenda muito superior a essa, que é conjuntural, sobre a briga da oposição com o governo”.
“Apesar da última campanha, dura, não podemos deixar consolidar na alma e na política brasileira uma dicotomia de que não se conversa. Países que seguiram esse rumo não tiveram grande destino. Essas posições, governo e oposição, a gente troca. O que a gente não pode perder é o norte”, declarou.

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