quinta-feira, 23 de julho de 2015

Suspeito de chefiar grupo investigado por assaltos a bancos é preso em PE

Um paraibano suspeito de chefiar uma quadrilha especializada em assaltos e explosões de agências bancárias, com atuação em vários estados do Nordeste, foi preso nesta quarta-feira (22) em Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste pernambucano. A operação 'Phantom' foi realizada pelo Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil da Paraíba.

Ele é considerado ainda o principal sucessor de outro criminoso com atuação interestadual, preso em 2014 e atualmente cumprindo pena em presídio Federal, segundo as informações da assessoria de comunicação da polícia paraibana.

O nome da operação se deve ao fato do suspeito ser apontado como um dos assaltantes mais procurados do Nordeste, investigado desde 2008 e, no entanto, nunca ter sido preso.

As investigações sobre ele começaram há apenas dois meses. Antes da prisão do homem, outros suspeitos de integrar a mesma quadrilha foram presos no dia 15 de julho deste ano, sendo um na Paraíba e os outros nos estados do Maranhão e Piauí. A polícia não informou quantos integrantes do grupo já foram detidos.

'Phantom'

Para detalhar as investigações e a operação realizada em Pernambuco, a Polícia Civil da Paraíba concedeu entrevista coletiva com a imprensa nesta quinta-feira (23), em João Pessoa. O delegado titular do GOE, Allan Terruel, esclareceu que o grupo era articulado em três equipes menores, cada uma com uma função definida para que os assaltos a banco obtivessem êxito.

"As explosões funcionam como uma captação de recursos para a quadrilha. O dinheiro que eles conseguem com estes roubos é utilizado pelas células criminosas para investir no tráfico de drogas e em outras atividades ilícitas", disse o delegado Allan Terruel.

Defesa do suspeito

À imprensa, o paraibano negou as suspeitas e disse que não tinha envolvimento com nenhum crime, mas que apenas trabalhava e morava no município de Santa Cruz do Capibaribe, onde houve a prisão. Segundo o advogado dele, há a possibilidade do suspeito confessar os crimes e colaborar com a policia através de colaboração premiada. “Ainda vamos analisar todos os inquéritos que pesam sobre ele e a partir disso iremos decidir", disse.

(*) Fonte: G1

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