sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Agora forte, Janot engatilha. Quem é o próximo?


As apostas são as de que o olhar de Rodrigo Janot, reforçado pela expressiva votação da última quarta-feira, se voltará logo aos congressistas. Vem por aí uma onda de denúncias ao Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo um grupo expressivo de parlamentares investigados. Nenhum dos nomes citados está tranquilo.

Ao mesmo tempo em que monitoram a crise que se abate sobre o governo, os parlamentares observam, atentamente, os movimentos em torno do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Um grupo capitaneado pelo PSol se reuniu ontem para avaliar o que fazer caso ele seja denunciado.

Está todo mundo conversando com todo o mundo na política, desenhando todos os tipos de cenários para sair da crise. Apesar disso, ninguém sabe direito o que fazer. Só se sabe que a maioria dos parlamentares não quer mais Dilma no comando político do país. Mas daí a tirá-la, é outra história.  (Denise Rothenburg - Correio Braziliense)

A presidente Dilma Rousseff escolheu nesta quinta (6) reconduzir Rodrigo Janot para mais um mandato de dois anos à frente da Procuradoria-Geral da República e já enviou a indicação para a apreciação do Senado. Nesta quinta pela manhã, a presidente recebeu a lista tríplice dos mais votados da categoria das mãos do presidente da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República), José Robalinho Cavalcanti.

O procurador-geral obteve 799 votos, seguido de Mário Bonsaglia, com 462 votos. Raquel Dodge, em terceiro, recebeu 402 votos. Ao todo, votaram 983 procuradores, sendo que cada um pode escolher três nomes.

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