sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Crise aumenta na saúde do Estado


COMUNICADO Chefes avisaram às equipes que não há dinheiro para pagar pessoal. Foto: JC Imagem

 

Hoje é mais um dia do governo Paulo Câmara (PSB). E o noticiário dificilmente poderia amanhecer pior. Além de tudo o que está aí, como a crise do Executivo e o Judiciário, o dia deve ser ainda mais duro. Um dos legados de Eduardo Campos para o Estado, as Organizações Sociais da Saúde (OSS) dão sinais de esgotamento. É uma história que começa no símbolo dessa área, o Imip, com hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Pernambuco.

Desde o ano passado, pequenos fornecedores da entidade já se queixavam de atrasos. Dados do Portal da Transparência já usados aqui mostram que em 2014 a última fatura paga pelo Estado à entidade foi em 1º de agosto. Segundo essa base de informações, nesses 8 meses até agora o Imip não recebeu nem R$ 2 milhões. A média era de R$ 20 milhões por mês.

A coluna revelou a situação em 19 de fevereiro passado. Na época, houve silêncio total da entidade e governo, embora os fornecedores reforçassem os atrasos de pagamentos do Imip.

Desta vez é diferente. Não há previsão de retomada de repasses da Secretaria de Saúde, dinheiro pernambucano e do Sistema Único de Saúde (SUS), federal. Com esse discurso o Imip reuniu chefes de pessoal e avisou: não tem como pagar salários, um problema que atingiria mais que o Imip – o próprio modelo de OSS, devido a problemas como subfinanciamento do SUS e uso de repasses federais só na rede própria estadual.

Enfim: salários, só quando o governo pagar.

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