terça-feira, 18 de agosto de 2015

Governador se defende no caso Arena

Do Diario de Pernambuco - Rosália Rangel
Segundo governador, obra é alvo de operação da PF porque construtora solicitou R$ 264 milhões a mais. Valor negado pelo Estado
Três dias após a Operação Fair Play da Polícia Federal chegar ao estado, o governador Paulo Câmara (PSB) falou pela primeira vez sobre o assunto. O socialista contestou uma parte da investigação na construção da Arena Pernambuco e defendeu a lisura no processo licitatório da obra. Em relação a superfaturamento, disse que o próprio Estado discorda do valor cobrado pela construtora Odebrecht. A empreiteira, em um aditivo do contrato, solicitou um acréscimo ao valor total do projeto - previsto em R$ 479 milhões - de R$ 264 milhões, mas o governo só assumiu R$ 30 milhões do adicional. O governador reforçou, inclusive, que tal divergência está na Justiça.
Ontem, Câmara afirmou que, após o início da investigação, na última sexta-feira, tomou conhecimento de tudo que foi divulgado, chegando à conclusão de que “ela (a operação) parte de premissas que no meu entendimento não são devidamente sustentáveis”, observou. Para dar respaldo à sua declaração, o governador assegurou que Pernambuco seguiu “exatamente” as questões legais que, segundo ele, cabem tanto na Lei de Parceria Público Privada (PPP) como na Lei de Concessões.
O governador fez questão de dizer que o governo recebeu uma solicitação da Odebrecht para fazer um estudo sobre a construção da Arena, o que foi autorizado pela gestão. Informou que a autorização saiu no Diário Oficial do Estado e qualquer outra empresa poderia participar do processo. A consulta pública durou mais de 30 dias. “Só após fizemos a abertura do processo licitatório. Seguimos todas as etapas da lei, fomos transparentes. O que está dito aí não tem consistência porque nós trabalhamos da maneira correta”.
Câmara enfatizou que “a Arena hoje é contestada judicialmente porque a construtora solicitou um aditivo de R$ 264 milhões que o estado negou” e que “isso está judicionalizado”. “São questões que precisam ser melhor explicadas. Que se investigue.” Ontem, na Assembleia Legislativa, do grupo de oposição, apenas o deputado Edilson Silva (PSol) ocupou o plenário para repercutir o assunto, lembrando que indagações sobre a construção da Arena haviam sido levantadas por ele anteriormente.
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