quinta-feira, 6 de agosto de 2015

PDT anuncia que sai da base aliada do Governo na Câmara

 FolhaPress

Após o rompimento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) com o governo, agora foi a vez do PDT anunciar a saída de seus deputados da base aliada.

Em discurso no plenário, na noite desta quarta-feira (5), o líder da bancada na Câmara, André Figueiredo comunicou o rompimento. O partido tem 19 deputados e, desde o início da votação do ajuste fiscal, tem sido acusado pelos governista de ser um dos responsáveis pelas derrotas no plenário.

Conforme o líder da bancada, deputado André Figueiredo (CE), os deputados não vão adotar uma positura oposicionista, mas sim “independente”.

A decisão vem sendo discutida há meses, mas a gota d’água foi o tratamento da liderança do governo à bancada petebista nas discussões da votação da PEC 443, que reajusta salários da AGU (Advocacia Geral da União. Os deputados passarão a ter uma posição independente.

Ontem, após a derrota do governo no plenário, quando não conseguiu adiar a votação da PEC da AGU, o líder do governo, José Guimarães (PT-PE), chamou os integrantes da base que não votaram com o governo de “traidores”. “Ou é base ou oposição. Tem ministério, mas vota contra o governo no parlamento. Isso não pode existir”, afirmou.

“O clima tem sido tenso. Eu sempre ressalto a disposição ao diálogo, mas o tratamento dado está nos constrangendo”, relatou o líder do PTB. “Somos chamados de infiéis. É uma acusação que temos ouvido de forma infundada”, completou.

De acordo com Figueiredo, a decisão de deixar a base já foi comunicada ao presidente do partido, Carlos Lupi, e ao ministro do Trabalho, Manoel Dias.

O deputado relatou que a deliberação foi aprovada por Lupi, que foi ministro do Trabalho e acabou limado da Esplanada dos Ministérios na faxina promovida pela presidente Dilma Rousseff no primeiro ano de mandato, em 2011.

Ainda segundo Andre Figueiredo, Dias teria dito que agora o partido precisa definir os próximos passos. Para isso, a bancada da Câmara se reunirá com os senadores do partido nesta quinta (6). Não há decisão sobre entrega do ministério.

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