terça-feira, 18 de agosto de 2015

Pernambuco na briga para ter acesso a operações de crédito em 2016


Paulo Câmara está com contas do Estado apertadas. Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem.
Por Franco Benites do Jornal do Commercio
O governador Paulo Câmara (PSB) voltou a cobrar do governo federal o aval para que Pernambuco possa ter acesso a operações de crédito. As declarações foram feitas nessa segunda-feira (17), quatro dias após a União suspender a autorização para que Estados e municípios tenham acesso a empréstimos internacionais.
“Se não destravar os investimentos e as operações de crédito, vamos correr um sério risco de ter a situação econômica muito agravada em 2016. Isso é ruim para todo mundo, principalmente para a geração de emprego e de renda”, destacou.
A decisão do governo federal afeta inicialmente seis Estados e nove municípios – entre eles Recife e Jaboatão – cujos projetos para financiamento já estavam tramitando.
O governador lamentou a decisão e explicou que Pernambuco não faz parte desse grupo. “A gente está ainda em uma etapa anterior. Estamos buscando no Plano de Ajuste Fiscal incluir operações de crédito. Sabia das dificuldades de 2015, mas quero viabilizar esse tipo de operação em 2016”, falou.
O governador comentou a situação do Recife e de Jaboatão diante da suspensão. “Os projetos já estão aprovados e os dois municípios têm total condição para fazer as operações que estão pleiteando. Foram extremamente penalizados”, disse.
Paulo lembrou que há duas semanas os 27 governadores pediram à presidente Dilma Rousseff (PT) para ter acessos às operações de crédito junto a mecanismos internacionais de financiamento. “Ela se prontificou e determinou ao ministro da Fazenda (Joaquim Levy) que estudasse caso a caso. A gente espera que seja uma coisa momentânea para 2015 e que não interfira no que foi colocado pelos Estados na reunião”, afirmou, destacando que já pediu uma audiência com o ministro.
Dilma e Paulo se encontrarão na próxima sexta-feira (21) durante um evento do  governo federal em Cabrobó, no Sertão.
Ele disse que vai colocar o assunto na pauta se tiver oportunidade. “O Brasil, para voltar a crescer, vai precisar da ajuda dos Estados e municípios. Temos um cenário pessimista demais para 2015. Há uma possibilidade de ser recessão em 2016. Tenho sempre cobrado clareza de cenário do governo federal. Sem clareza, a gente vai ter um ano de 2016 tão desafiador quanto de 2015”, declarou.
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