terça-feira, 18 de agosto de 2015

PSOL vai à Polícia Federal denunciar a Arena Pernambuco

Oposicionista Edilson Silva afirma que registra, nesta terça-feira (18), notícia-crime na Polícia Federal, com irregularidades encontradas pelo TCE nos contratos da Arena

Foto: acervo Alepe

Airton Maciel

JC Online

Único parlamentar do PSOL e membro da bancada de oposição, o deputado Edilson Silva anunciou, nesta segunda-feira (17), na Assembleia Legislativa, que ingressa, nesta terça-feira (18), pela manhã, na Polícia Federal, com uma notícia-crime contra o governo estadual e o Comitê Gestor das Parcerias Público-Privada do Estado, denunciando irregularidades encontradas nos contratos da Arena Pernambuco por auditorias do Tribunal de Contas (TCE). “O que a Polícia Federal está vendo (os documentos) é o de menos grave”, disse Edilson.

O deputado aproveitou a sessão plenária em duas ocasiões – o pequeno expediente e o tempo de liderança – para abordar a Operação Fair Play, a investigação deflagrada pela Polícia Federal, sexta-feira (14), nas sedes da Odebrecht e do comitê. Edilson foi rebatido, nos dois momento, pelo líder do governo, Waldemar Borges (PSB), que negou irregularidades e afirmou que os contratos foram aprovados pelo Ministério Público. “Todas as sugestões do MPPE foram aceitas. O que houve foi frustração de receitas, mas o governo não pagou nenhum centavo até agora”, disse Borges.

A Operação Fair Play quer comprovar fraude na licitação da Arena e superfaturamento na construção, estimado em R$ 42,8 milhões (R$ 70 milhões em valor atualizado). Da tribuna, Edilson Silva assegurou que “ninguém vai conseguir colocar (a obra) debaixo do tapete”, nem o governo “colocará uma cortina de fumaça” na Alepe. “ O aditivo contratual é, no mínimo, uma irresponsabilidade. Vou amanhã (nesta terça) à Polícia Federal levar as notas técnicas dos auditores do TCE que apontam o escândalo”, disparou.

Com as notas, Edilson já ingressou com denúncias no próprio TCE, no MPPE e na Justiça Federal. À época dos contratos, o prefeito do Recife, Geraldo Julio, e o governador Paulo Câmara (PSB) eram presidente e vice do Comitê Gestor de PPPs. “Não há cortina de fumaça. Tudo foi feito com transparência e tudo que se quiser saber será respondido”, rebateu Borges.

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