quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Setor de tecnologia estima redução de 10% em 2015, mas empresas apostam em inovação

20150812144019502780aTradicionalmente resistente às crises econômicas, o setor de tecnologia deve dar uma freada nos investimentos em 2015. A previsão da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro/PE) é de que o país feche o ano com 750 mil novos postos de trabalho, quando a previsão inicial era de 900 mil vagas. Em Pernambuco a estimativa é de uma redução de 10% dos postos de trabalho na área.
Apesar do pessimismo, algumas empresas mantêm as expectativas iniciais. É o caso da consultoria de gestão Accenture, que anunciou a expansão dos negócios no Recife no início do ano com a previsão de criar cerca de mil vagas de emprego até 2017. Apesar de o momento exigir maior cautela, a diretora executiva da empresa, Flávia Picolo, afirma que a meta será mantida. “O capital humano do Nordeste é qualificado e, além das capacidades técnicas, existe um grau de motivação que permite que os profissionais locais tragam para a Accenture um potencial de desenvolvimento excepcional, refletindo inclusive na qualidade do produto entregue ao nosso cliente final”, explica a diretora.
Há também quem veja na crise uma oportunidade de crescimento, principalmente para as novas empresas. “O momento de startups no Brasil é único. A impressão que dá que toda grande empresa passou a acreditar que a solução para o baixo índice de inovação interna é apostar na inovação externa, através do fomento a criação de novas empresas”, afirma o executivo chefe de negócios do CESAR (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife), Eduardo Peixoto.
Para inovar, as empresas devem procurar fazer mais com menos, aliando a tecnologia nessa equação. “De uma forma geral, todos os setores hoje são mais competitivos e dinâmicos do que eram há 20 anos. Volte um pouco no tempo e você vai lembrar de gigantes que desapareceram ou se tornaram irrelevantes, como Kodak e Nokia, por exemplo. Olhe pra frente e você vai ver gigantes que tem menos de 20 anos, a exemplo do Facebook e Google. O ciclo de vida das empresas é muito menor agora. Por outro lado, na crise, todos estão procurando soluções inteligentes para sair na frente. Então para quem tem algo novo, diferenciado, com bom modelo de negócio, talvez esta seja realmente a grande chance de se colocar no mercado”, considera Peixoto.
O empresário Alyson Tabosa é um dos que estão tentando fazer “mais com menos”. O negócio dele é impulsionado justamente pelo desejo de economizar. Ele é diretor do CoteAqui, serviço oferecido pela empresa DUIT que facilita a cotação de materiais de construção, reduzindo custos e prazos de compras. Em pouco mais de um ano a estratégia conquistou um mercado sólido que está entre os mais afetados no momento, a construção civil. Atualmente o site tem 300 construtoras cadastradas em todo o Brasil e mais de 700 fornecedores somente em Pernambuco, entre fábricas, distribuidoras e armazéns. Saiba maisAQUI. 


Diário de Pernambuco. 
Postar um comentário