sábado, 8 de agosto de 2015

Suspeito de participar de latrocínio contra policial militar é encontrado morto em comunidade do Iraque

Outro suspeito se entregou à polícia nessa quinta

PM foi morto com um tiro na nuca enquanto lanchava em Areias, durante o serviço do Programa Patrulha Escolar. Foto: TV Clube/Record/ReproduçãoA Polícia Civil investiga indícios de que um suspeito de envolvimento na morte do soldado da Polícia Militar Marcílio Ferreira Xavier, 32 anos, ocorrida na última terça-feira, tenha sido assassinado dez horas depois do crime. O corpo do suspeito identificado apenas como Japa foi encontrado perto da casa dele, na comunidade do Iraque, no bairro da Estância, Zona Oeste do Recife, com nove perfurações de revolver calibre 38. Já o PM foi morto com um tiro na nuca enquanto lanchava em Areias, durante o serviço do Programa Patrulha Escolar.

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A informação foi divulgada ontem pelo delegado do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) João Paulo Andrade em entrevista coletiva. Segundo ele, ainda não se pode confirmar que Japa tenha sido o homem que levou Carlos Eduardo Carvalho e Silva, 22, o Carlinhos, até a lanchonete onde o PM foi executado. “A identidade do autor dos crimes, contudo, já é certa e ele já foi detido. Para nós não há dúvida que seja ele o suspeito, mesmo sem confissão, pois uma testemunha ocular, que estava há dez metros do crime, o identificou”, explicou o delegado responsável pelo caso.

O tenente-coronel José Aleixo, comandante do 12º BPM, do qual Marcílio fazia parte, afirmou que chegou até Carlinhos depois de uma denúncia anônima. “Descobrimos que ele estava pegando um táxi com roupas e mantimentos, da UR-07 até Paratibe, em Paulista, onde ele iria se esconder. Interceptamos o táxi na altura do Lafepe, em Dois Irmãos, e efetuamos a prisão”, contou o oficial.

Para a Polícia Civil, também não há dúvidas de que houve um latrocínio apesar da arma do PM subtraída por Carlinhos não ter sido encontrada ainda. “Ele atirou com a própria arma na nuca de Marcílio para não haver reação, depois tomou a arma e fugiu na moto. Há ainda uma mensagem de um presidiário no celular dele encomendando o furto de uma pistola como as usadas pelos policiais”, contou o delegado Andrade.

Carlos Eduardo ainda não confessou o crime. Na versão dele, ele estava jogando futebol com Japa na comunidade onde moram. A polícia continua investigando o caso e realizando diligências para encontrar a arma subtraída e a arma do crime.

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