quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Governador diz que 2016 de PE será duro

Governador Paulo Câmara disse que Estado não deverá atrasar salários (Foto: Roberto Pereira/SEI)

Por Carol Brito
Da Folha de Pernambuco

Diante de um cenário de dificuldades na economia nacional, o governador Paulo Câmara (PSB) admitiu que a piora no cenário pode levar a medidas ainda mais duras a partir do próximo ano. O administrador garantiu que fechará as contas de 2015 de forma equilibrada, mas preocupado com a previsão para 2016. Desde o início do ano, o gestor vem promovendo cortes de custeio na máquina estadual para se adequar ao cenário de crise econômica. Neste mês, o núcleo de gestão do Palácio das Princesas anunciou um contingenciamento de R$ 920 milhões na estrutura estadual.

O socialista afirmou que “não há risco de Pernambuco atrasar salários”, mas voltou a reforçar a impossibilidade de concessão de reajuste para os servidores públicos. “Nós, infelizmente, não pudemos dar aumento salarial esse ano para o nosso funcionalismo”, comentou durante entrevista à CBN Nacional, ontem. “Se 2016 repetir esse mesmo cenário econômico de 2015, nós vamos ter um ano, realmente, onde pode acontecer muita coisa que nós não queremos. Muitos ajustes, muito mais duros, e, aí, sim, pode afetar a qualidade dos serviços oferecidos à população”, afirmou.

Segundo Câmara, Pernambuco apresentará pela primeira vez desde 95 um crescimento da receita menor do que a inflação. Em 2015, o crescimento da receita está na ordem de 4,5%, enquanto a previsão da para a inflação gira em torno de 8%. Para se adequar a nova realidade, o socialista promoveu fortes ajustes em todas as áreas do Governo. “Os meses de julho, agosto e setembro são meses ruins de receita. Nós só vamos regularizar o pagamento dos fornecedores a partir do mês de outubro”, destacou. Para o governador, a maior preocupação é que não há ações efetivas para combater as dificuldades econômicas do País. O socialista defende uma mobilização nacional em busca de entendimento para superar a crise política e econômica. “A gente não está com políticas efetivas que mostrem uma luz no fim do túnel. Esse momento de incertezas, de insegurança é o que realmente preocupa muito, tanto os governadores, mas principalmente a população nordestina”.

Segundo Câmara, o Nordeste é a região que mais vem sofrendo o impacto da recessão. “Nos primeiros setes meses do ano, cerca de 500 mil empregos formais desapareceram no País e o Nordeste foi responsável por quase 200 mil. Então, é uma questão que nos preocupa demais. Uma região pobre, uma região desigual; uma região que tem 28% da população e representa cerca de 14% do PIB. O Nordeste vinha em um processo de recuperação, mas em 2015 tem sido um ano desafiador, por causa do desemprego, por causa da recessão”, lamentou

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