quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Ex - mulher presta queixa contra Deputado em Delegacia da Mulher

O jornal Poder Popular, do PSOL, que teve a segunda edição lançada no último domingo (3), no Recife, com presença da ex-senadora Heloísa Helena, é o pivô de uma briga que rendeu inquérito policial na 1Delegacia da Mulher, em Santo Amaro. O entrevero envolve o presidente estadual do partido, Edilson Silva, 39 anos, e sua ex-mulher, também militante do PSOL, Tereza Cristina Cavalcanti de Albuquerque, 34.

No último dia 12 de abril, em reunião do PSOL, realizada no apartamento de diretores do partido na Rua Carneiro Vilela, no Espinheiro, Tereza Cristina não aceitou a orientação de vender o jornal por não concordar com o nome da publicação. Edílson, usando suas prerrogativas de dirigente partidário, insistiu para que sua ex-companheira se encarregasse da tarefa.

A discussão esquentou e partiu para ao contato físico. Segundo boletim de ocorrência registrado por Tereza Cristina no dia seguinte à briga (13 de abril)  e também de acordo com um segundo depoimento prestado no dia 23 de maio, ela foi agredida verbalmente e teve os braços pressionados, com força, contra a parede do apartamento, por Edilson Silva. Chegou a dizer que o presidente do PSOL quis empurrá-la na escadaria do apartamento, que fica no primeiro andar.

Edílson também depôs no inquérito, no dia 23 de maio, e negou as acusações. Disse que segurou os braços de Tereza Cristina para evitar ser atingido por ela. E que, na verdade, já havia sido agredido pela ex-companheira em uma ocasião anterior.  Também contou que uma equipe do PSOL foi designada para investigar o assunto e teria concluído que não houve agressão por parte dele.

De qualquer modo, Tereza Cristina pediu na Delegacia da Mulher medida protetiva de urgência com base na Lei Maria da Penha. Se a solicitação for aceita pela Justiça, o acusado fica impedido, por exemplo, de freqüentar os mesmos locais que a vítima, nos mesmos horários – o que é complicado, já que os dois, embora separados, pertencem ao mesmo partido e participam das mesmas reuniões.

Nesta terça (5), Tereza Cristina deveria ter apresentado duas testemunhas à delegada titular da 1Delegacia da Mulher, Beatriz Gibson. Como não apareceu, agora será intimada a levar as pessoas que podem depor a seu favor.

Por solicitação de Edilson Silva, a delegada também vai ouvir o casal que cedeu o apartamento onde aconteceu a briga. A conclusão do inquérito depende ainda do laudo do IML sobre o exame de corpo de delito realizado pela suposta vítima – o que deve chegar à delegacia nesta semana.

Sem os depoimentos e o laudo, a delegada ainda não pode firmar uma posição sobre o que de fato aconteceu. Se houve lesão corporal, a pena é de 3 meses a 3 anos de dentenção.  

Edilson Silva diz que sua ex-mulher, com quem viveu durante quatro anos e de quem está separado há dois, quer prejudicá-lo politicamente. No ano passado ele concorreu ao Governo do Estado. E  no ano que vem deve disputar a prefeitura do Recife.

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