segunda-feira, 2 de novembro de 2015

PF descobre despacho de macumba na casa de Collor contra Janot, diz colunista

Congresso em Foco

A Polícia Federal encontrou, em julho, na Casa da Dinda, do senador Fernando Collor (PTB-AL), um despacho de macumba contra o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e Fábio George, considerado “homem-forte” de Janot no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A informação é do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

“Numa mesa, os agentes encontraram uma foto do conselho do CNMP com os rostos de Janot e de George assinalados num círculo feito a caneta. Acima da foto, numa folha de papel com o timbre do Senado, os nomes de vários orixás: Iemanjá, Elegbara, Oxalá, Ogum, entre outros”, relata o jornalista (veja a íntegra da nota noGlobo).

Em seu livro, Tudo o que vi e vivi, Rosane Malta, ex-mulher de Collor, contou detalhes do envolvimento do ex-presidente com magia negra. Segundo ela, Collor participava de rituais com matança de animais, como búfalos, bodes, macacos e galinhas, para ganhar as eleições. A ex-primeira-dama relata que até defuntos e fetos humanos foram usados em bruxarias para tirar a candidatura à Presidência do apresentador Silvio Santos. O senador nunca comentou o teor do livro da ex-mulher, com quem rompeu de maneira litigiosa.

Briga com Janot

Um dos parlamentares investigados pela Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Collor já ofendeu publicamente o procurador-geral da República, a quem acusa de perseguição. O senador já chamou Janot de “filho da puta”, “sujeitinho à toa”, “fascista da pior extração” e “sujeito ressacado sem eira nem beira”. O petebista também sem sucesso barrar a recondução do procurador-geral ao cargo.

Na semana passada, o ministro Teori Zavascki, liberou a devolução dos carros de luxo de Collor que haviam sido apreendidos pela Polícia Federal em julho durante as investigações da Lava Jato. Entre os veículos que voltaram para a Casa da Dinda, estavam um Lamborghini, um Bentley, um Range Rover e uma Ferrari. A suspeita é que esses carros tenham sido comprados com dinheiro de propina, o que o senador nega veementemente.

“Lembra-se daquela operação espetaculosa, com potentes helicópteros e dezenas de viaturas ostensivas, que ocorreu três meses atrás, em Brasília, para apreender veículos pertencentes ao senador Collor? Pois bem, eles estão de volta à garagem do seu proprietário, por determinação do STF”, comemorou Collor ao postar um vídeo nas redes sociais mostrando o retorno da frota de luxo à sua residência.

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