terça-feira, 3 de novembro de 2015

Polícia acredita que criança tenha sido colocada morta dentro de pula-pula

Paulo Henrique tinha três anos. Foto: Reprodução/TV ClubeA polícia acredita que a criança encontrada morta na manhã do domingo passado dentro de um pula-pula inflável tenha sido colocada já sem vida dentro do brinquedo, montado em uma praça de Barra de Sirinhaém, na Zona da Mata Sul de Pernambuco. Na manhã desta terça-feira, o delegado do município Carlos Alberto Veloso Lopes colheu os depoimentos de familiares de Paulo Henrique Ferreira, de três anos de idade e da dona do brinquedo, Maria Nazaré Bezerra, de 50 anos.

Um laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML) teria indicado como causa da morte uma pancada na cabeça e não asfixia. O delegado acrescentou que o brinquedo não contava com partes em madeira ou ferro, onde o menino pudesse ter se machucado.

Caso - Paulo Henrique teria sido levado ao parque pela mãe, Patrícia Maria da Silva, 24 anos. Em depoimento à polícia, ela contou que tirou a criança do pula-pula e quando estava a caminho de casa, enquanto catava latas, a perdeu de vista. De acordo com a prima da vítima, Maria Aline Rosa do Nascimento, ele desapareceu na noite do sábado e quando sentiram a falta, houve uma grande mobilização na cidade para encontrá-lo, mas sem sucesso.

A família refez os passos do dia anterior para tentar descobrir o que havia acontecido. “De manhã, fizemos o caminho todo procurando e mostrando a foto dele. Foi quando uma comerciante do parque disse que encontrou a sandália dele próxima de uma árvore. Então surgiu a possibilidade dele ter voltado ao pula-pula porque tem que ficar descalço”, contou.

Ela disse que foi à casa da dona do pula-pula e insistiu para ver o brinquedo que estava desarmado. “No começo, ela disse achar impossível ter murchado o brinquedo com a criança dentro. Mas foi comigo e quando eu desdobrei a primeira camada de lona, ele estava lá. Aí foi o meu desespero, poderia ser qualquer criança, inclusive minha filha de 4 anos”, contou.

A dona do brinquedo não conversou com a reportagem, mas os relatos dos familiares destacam que ela afirmou que se lembrava do garoto no brinquedo na noite anterior. A comerciante Elisângela Maria da Silva, que encontrou a sandália de Paulo Henrique, explicou que ajudou algumas vezes a dona do brinquedo no processo de desmontagem. “É uma lona pesada. Quando você seca, fica mais pesado ainda e o ar não sai completamente. Então não dá para perceber se tem algo dentro, só se você for tocando, esvaziando”, explicou.

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