quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Violência desenfreada em Pernambuco pode custar cabeça de Secretário

Secretário SDS também pode dancar

Priorizado como obra referencial da gestão Eduardo Campos, o Pacto pela Vida sofreu um abalo profundo nos últimos meses com o aumento da violência, tirando o sono do governador Paulo Câmara (PSB), que resolveu agir. A reação começou, ontem, com a mudança do comando da Polícia Militar, antecipada com exclusividade por este blog.

O governador afastou o comandante Pereira Neto e para seu lugar nomeou o coronel Carlos Alberto D´a Albuquerque. Mudou também a Chefia Maior do Estado, entregue agora ao coronel André Cavalcanti. Aos novos responsáveis pela gestão da PM, o governador fez um discurso na linha de busca de resultados, para evitar que a violência despenque de vez.

Só nos três primeiros meses deste ano, houve 982 homicídios em Pernambuco. Esses números confirmam que a taxa de criminalidade vem aumentando desde 2014. O fato é inédito e vai na contramão do programa Pacto Pela Vida, criado em 2007 com o objetivo de reduzir a violência e o número de mortes no Estado.

No início do Pacto pela Vida, eram registrados cerca de 4,5 mil assassinatos anualmente. Em 2013, essa taxa caiu para 3, 1 mil. A partir de 2014, os números se inverteram. Neste ano, até agora a média é de 10,9 homicídios por dia. Se comparado ao mesmo período do ano passado, houve um aumento de 18,9%, isto é, 154 mortes a mais. 

Para quem trabalha diariamente no combate à criminalidade, os altos índices de violência podem ser atribuídos à falta de investimento nas polícias. De acordo com Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), há um déficit de 5, 5 mil policiais no Estado e muitas delegacias funcionam sem estrutura, sobretudo as do Interior.

Preocupado com as estatísticas criminais, que só crescem, o governador aguarda que haja, a partir de agora, uma relação mais harmônica e exitosa da PM com a Polícia Civil, o que considerado vital para a sobrevivência do Pacto. Se isso não ocorrer, as mudanças poderão continuar, não estando afastada a possibilidade do secretário da Defesa, Alexandre Carvalho, vir a ser substituído também.

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