quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Paulo Câmara e o golpe

De MARISA GIBSON, na coluna DIARIO POLÍTICO desta quinta~feira

“Não esperem de mim uma adesão ao quanto pior melhor. Sou governador e tenho responsabilidades"

O governador Paulo Câmara (PSB) foi um dos políticos procurados  pelo vice Michel Temer (PMDB), que depois de uma carta enviada a Dilma Rousseff, queixando-se da falta de confiança da presidente ao seu partido –  considerada um rompimento – voltou a pregar a união de todos. O governador almoçou ontem com Temer, no Palácio Jaburu, e concordou com a tese do vice-presidente, de acordo com peemedebistas ligados aos dois políticos. Paulo, que na terça-feira, participou da reunião com dezesseis governadores e a presidente Dilma Rousseff, que culminou com a divulgação de um documento em defesa da petista, vem insistindo que sua posição difere dos colegas que integram a base do governo, como PT, PCdoB e PMDB.

“Não votei em Dilma nem em Eduardo Cunha. Além disso o PSB também não integra as forças de oposição. Por outro lado, não esperem de mim uma adesão ao quanto pior melhor. Sou governador e tenho responsabilidades", disse Paulo aos mesmos interlocutores, que comentaram sobre a sua presença no Palácio do Planalto

 “Desde o início tenho defendido o diálogo. Fiz isso o ano todo e vou continuar dialogando. Só vamos superar essa crise imensa com conversas de alto nível. Quem quiser debater o futuro do Brasil terá a minha simpatia e o meu respaldo”, desabafou o governador.

Ontem em Brasília, Paulo conversou com integrantes da executiva nacional do PSB, que se reúne no próximo dia 17 para decidir o posicionamento do partido sobre um eventual impedimento de Dilma. Bem, seguindo  a tese do diálogo amplo, Paulo receberá amanhã o senador José Serra (PSDB-SP), que fará palestra no Palácio das Princesas sobre o tema 30 Anos de Democracia e os Desafios do Crescimento

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