quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Crise política em municípios Pernambucanos

Crise política também nos municípios: do impeachment de Itamaracá à CPI de Olinda

Pinga Foco

JC Online

Quando se diz que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) terá uma missão espinhosa este ano, diante do desastre no caixa dos municípios em meio à crise, às vezes parece até que seria uma questão só entre a Corte de Contas e os prefeitos. Mas não é. O início do ano eleitoral trouxe junto, a municípios do Brasil inteiro – e não poderia ser diferente em Pernambuco –, a fúria de vereadores e pré-candidatos interessados em se cacifar para a disputa de outubro. É crise política lá também.

Não pense que o clima é pacato como no Recife, onde a oposição, de tão desidratada na Câmara dos Vereadores, vem cada vez mais da Assembleia Legislativa. Começam a pipocar em médios e pequenos municípios desde pedidos de CPIs a movimentos pelo impeachment de prefeitos, temor de quem pedia responsabilidade quanto ao risco de amarração jurídica fraca no processo contra a presidente Dilma Rousseff (PT).

Não faltam municípios para se averiguar como o clima administrativo e político azeda rapidamente. Vai do Cabo de Santo Agostinho, onde houve exoneração em massa na gestão do prefeito Vado da Farmácia (sem partido), passa pelo clima em Itamaracá e segue por cidades do interior.

Pelo último balanço do TCE, 140 das 184 prefeituras do Estado romperam o limite de gastos com pessoal da Lei de Responsabilidade Fiscal. Há uma regra que dá prazo em dobro para a volta à normalidade das contas, em casos excepcionais. Mas a situação não é tranquila. Porque o ano não será melhor.

O IMPEACHMENT DE ITAMARACÁ

Não é só Brasília que conta os dias para a volta da guerra do impeachment. Em Itamaracá, o prefeito Paulo Batista (PTB) é alvo de todos os nove vereadores da Câmara, unidos após uma CPI dos contratos do lixo. O curioso é o que o primeiro na linha de sucessão, o vice-prefeito Ephrem Macedo (PPS), rompeu com o prefeito e mudou o domicílio eleitoral para Igarassu.

LIXO DE PAUDALHO

Mal começou o ano, no último dia 7 a oposição ao prefeito de Paudalho, José Pereira (PSB), denunciou no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) uma série de irregularidades no contrato de lixo – sempre ele.

VICE NA OPOSIÇÃO

Em novembro, com a folha em atraso, o prefeito de Araripina, Alexandre Arraes (PSB), disse numa rádio local: “Quando o barco afunda, os primeiros a pular são os ratos”. O vice, Valmir Filho (PMDB), aglutina a oposição

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