quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Conselho da Petrobras aprova venda da Petroquímica Suape por US$ 385 mi

Foto: Divulgação

Amanda Miranda

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou nesta quarta-feira (28) a venda da Companhia Petroquímica de Pernambuco (Petroquímica Suape) e da Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe), por US$ 385 milhões, para duas subsidiárias da empresa mexicana Alpek. A negociação faz parte do programa de desinvestimentos da estatal entre o ano passado e este ano.

A Alpek é uma empresa de capital aberto que atua na produção de poliéster (PTA, PET e filamentos), área das três unidades industriais integradas do Complexo Industrial Químico-Têxtil. No dia 28 de julho a diretoria executiva da estatal aprovou o andamento de negociações com a empresa, com exclusividade.

O acordo pode ter seu contrato assinado de acordo com decisão cautelar do Tribunal de Contas da União (TCU).

Desde que começou a operar (até hoje, de forma incompleta), o complexo pernambucano vinha dando prejuízo à Petrobras.

O balanço de 2015 das empresas, divulgado em abril deste ano, aponta prejuízo líquido de R$ 807 milhões da Petroquímica Suape, e de R$ 817 milhões da Citepe, mas um crescimento expressivo da receita líquida em relação ao ano anterior.

Além da aprovação da venda da Petroquímica Suape e da Citepe, a subsidiária Petrobras Biocombustível vendeu para a francesa Tereos Participations a sua participação na Guarani, empresa de açúcar e etanol. O negócio que corresponde a 45,97% do capital da companhia foi fechado por US$ 202 milhões.

Essa também foi uma venda do programa de desinvestimentos. Segundo a Petrobras, já contabilizando os negócios anunciados nesta quarta-feira (28), o plano chegou a US$ 13,6 bilhões no biênio 2015-2016. Esse valor, porém, está abaixo da meta de US$ 15,1 bilhões. O objetivo no próximo biênio é de US$ 21 bilhões, considerando o que não foi atingido nos últimos dois anos.

Para a estatal, o resultado negativo foi provocado pelo impedimento de concluir as negociações dos campos de Tartaruga Verde e Baúna, respectivamente, na Bacia de Campos e na Bacia de Santos, após decisão liminar da Justiça de Sergipe

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