terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Em Alagoas, vaquejada é reconhecida como patrimônio cultural no Nordeste

Foto: Galeria de Turismo Bahia

Após conquistar apoio entre a maioria dos Conselhos Regionais de Medicina Veterinária (CRMVs), em 20 estados, a Vaquejada está avançando no reconhecimento da prática como um legado cultural, especialmente no Nordeste, onde ajuda no sustento de várias famílias.

O estado de Alagoas acaba de reconhecer a vaquejada, rodeio e laço como patrimônio cultural do estado.

A Lei nº 7.851 foi sancionada no dia 22 deste mês pelo governador Renan Filho.

Segundo a Lei, as atividades são reconhecidas como expressões artístico-culturais pertencentes ao patrimônio cultural do estado de natureza imaterial.

“A legislação estadual está em sintonia com a Lei Federal 13.364/2016, sancionada pelo presidente Michel Temer (PMDB), em 30 de novembro deste ano, elevando a atividade bem como o rodeio, à condição de patrimônio cultural imaterial e como manifestação da cultura nacional”, diz a gestão.

A Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ABQM) e a Associação Brasileira de Vaquejada (ABVAQ) comemoraram a iniciativa estadual que eleva a vaquejada ao patamar que essa atividade já ocupa em todo o Nordeste. Ele dizem entender que ações dessa natureza, amparadas por lei, só reforçam a necessidade de assegurar a preservação dessa manifestação secular no berço de sua origem.

Na esfera federal, as duas entidades ainda travam uma batalha para garantir a constitucionalidade da prática. A ABQM e ABVAQ se preparam para retomar, em 2017, a luta pela aprovação da PEC 50/2016, da PEC 270/16 e do PLS 377/2016, que regulamentam a vaquejada e as demais modalidades esportivas equestres e estão em tramitação no Congresso.

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Com a aprovação, os defensores da Vaquejada esperam encerrar um capítulo gerado pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que julgou inconstitucional uma lei do Ceará que pretendia regulamentar a vaquejada, em outubro deste ano.

De acordo com o advogado Henrique Carvalho, defensor da Vaquejada, a decisão do STF gerou interpretações equivocadas, usadas especialmente pelos opositores da causa. “A Vaquejada não está proibida em todo o país e isso já foi esclarecido pelo próprio STF”, reforça.

Outros reforços à lei sancionada em Alagoas estão a caminho, por meio de projetos que já tramitam em outros estados do Nordeste, como Paraíba, Pernambuco e Piauí.

Em novembro deste ano, o Conselho Pleno da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí, defendeu que a vaquejada faz parte do patrimônio cultural brasileiro e como tal deve ser defendida.

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