terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Governo de Pernambuco: o ano em que o Pacto ruiu

JC

As cenas de tanques e soldados do Exército nas ruas do Recife falam por si. A crise na segurança pública em Pernambuco chegou ao seu pior momento em 2016. O crescimento desenfreado do número de assassinatos evidenciou a falência do Pacto pela Vida, principal programa de enfrentamento aos homicídios no Estado. Mas não foram só as mortes matadas que aumentaram. As explosões de caixas eletrônicos viraram uma epidemia. Dia sim, e no outro também, bancos são alvo da bandidagem, muitas vezes de forma até amadora, tamanha a facilidade das investidas. À escalada da violência soma-se a queda de braço entre governo e policiais militares, que deflagraram uma operação-padrão, reivindicando melhores condições de trabalho e reajuste salarial.

O fracasso em conter o avanço da criminalidade e a insatisfação dos subordinados terminaram derrubando o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, que deixou o cargo em outubro. Em seu lugar, assumiu o delegado aposentado da Polícia Federal Angelo Gioia, que ainda não conseguiu pacificar a tropa nem reduzir os índices de criminalidade. Uma das poucas notícias boas na área de prevenção à violência em 2016 foi a inauguração da primeira unidade do Compaz, no Alto Santa Terezinha, Zona Norte do Recife. O centro abriu as portas em março e atende, por dia, uma média de 500 pessoas de comunidades carentes do Recife, principalmente jovens e crianças.

Barracos incendiados

Vítimas da falta de ação do poder público, comunidades ribeirinhas do Recife foram destruídas por incêndios. Só na Vila Santa Luzia, na Torre, o fogo consumiu os barracos duas vezes, em fevereiro e este mês. Outra que viveu essa tragédia foi a comunidade Construindo Sonhos, em Campo Grande. Em nenhum dos casos, foi dada solução definitiva para o fim das palafitas e a transferência de seus moradores.

Mortes nos morros

A morte voltou a assombrar as madrugadas chuvosas dos morros do Grande Recife em 2016. Em maio, seis pessoas morreram após temporais que fizeram a metrópole parar. Dessas, quatro foram soterradas por deslizamentos, em Recife e Olinda. O saldo das chuvas foi o cenário caótico de sempre: engarrafamentos, ruas alagadas, carros submersos, moradores desabrigados, medo e descaso.

Jardim do Baobá

Projeto ambicioso de revitalização urbana no entorno do rio, o Parque Capibaribe começou a ganhar vida com a inauguração do Jardim do Baobá, em setembro. Localizado entre as Ruas Madre Loyola e Antônio Celso Uchôa Cavalcanti, por trás da Estação Ponte D’Uchôa, o espaço já foi incorporado ao lazer do recifense e tem ficado lotado nos fins de semana.  

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