quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Pernambuco com novos 50 mil desempregados em 2016

PE TEM 50 MIL NOVOS DESEMPREGADOS EM 2016

Dados divulgados pelo Dieese apontam que o estado de Pernambuco teve, só este ano, pouco mais de 400 mil admissões, enquanto mais de 455 mil trabalhadores foram desligados de seus postos de trabalho, o que representa um saldo negativo de 55 mil empregos, uma redução de 4,1% dos postos de trabalho no estado; em termos percentuais, a maior redução aconteceu na área da construção civil (-11,5%), com perda de 11.200 postos de trabalho; a indústria foi a que teve maior redução de empregos, com 14.500 postos de trabalho fechados (-6,1%)

Pernambuco 247 - Dados divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontam que o estado de Pernambuco teve, só este ano, pouco mais de 400 mil admissões, enquanto mais de 455 mil trabalhadores foram desligados de seus postos de trabalho, o que representa um saldo negativo de 55 mil empregos, uma redução de 4,1% dos postos de trabalho no estado.

Em termos percentuais, a maior redução aconteceu na área da construção civil (-11,5%), com perda de 11.200 postos de trabalho. A indústria foi a que teve maior redução de empregos, com 14.500 postos de trabalho fechados (-6,1%). A metalurgia foi o ramo da indústria mais atingido, com 1.769 postos de trabalho fechados (uma redução de 14,9%). O setor do comércio teve fechamento de 12 mil empregos (-3,9%), e o setor de serviços foram 19 mil vagas fechadas (- 3,25%).

Em documento recente, o diretor técnico do DIEESE, Clement Ganz, afirmou que o Brasil está como um “trem parado e com locomotivas travadas”, criticando a solução proposta pelo governo Michel Temer com a Proposta de Emenda Constitucional nº 55/2016 (ou PEC 55). De acordo com o analista, o governo federal quer vender para o capital internacional as empresas privadas e públicas do Brasil.

Ele afirmou que o plano “destruirá a capacidade do país sustentar o desenvolvimento econômico soberano, condição para uma integração internacional virtuosa”.

No texto “Da Agenda FIESP ao austericídio”, Ganz afirma que a austeridade teve por objetivo gerar desemprego, queda de salários, enfraquecer a classe trabalhadora “e assim mudar a correlação de forças para favorecer a imposição de outro projeto de País, sem passar pelo crivo das urnas”.

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