sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Alvaro Porto pede intervenção não só nos presídios, mais na segurança de Pernambuco

Foto: Divulgação

    Aliado de Paulo Câmara pede que MPF determine intervenção não apenas em presídios, mas também na segurança do Estado

Contumaz crítico da política de segurança pública adotada pelo governo Paulo Câmara (PSB), o deputado Álvaro Porto (PSD) sugeriu, nesta sexcta-feira, que a Procuradoria Geral da República avalie a possibilidade de a União intervir não apenas nos presídios de Pernambuco, mas na segurança estadual como um todo.

“A situação está fora de controle faz tempo, como temos denunciado na Assembleia, nas audiências públicas e nas conversas que tivemos com autoridades do setor”, diz.

Para o deputado, diante de tantos números negativos e alarmantes, o ano começa pior do que terminou 2016.

Porto se referiu aos 14 assaltos a ônibus no Grande Recife, ocorridos entre segunda (02.01) e terça-feira (03.01), e às três explosões de caixas eletrônicos verificadas nesta semana, inclusive na sede da Secretaria de Educação, na Várzea, onde bandidos renderam vigilantes, explodiram caixas, levaram dinheiro e ainda deixaram um bolsa com explosivos.

“Isso tudo vai se repetindo depois de episódios semelhantes na Procuradoria Regional da República no Espinheiro, em órgãos do Poder Judiciário, na Imbiribeira, e na sede da Empetur. O que mais falta acontecer?”, questiona.

O deputado também salienta que o reforço para proteger bancos, anunciado pelo governo, deveria ser direcionado à proteção do cidadão que vive refém do medo.

“Hoje, as pessoas têm receio de sair nas ruas, de andar de ônibus, de metrô, de viajar, é até mesmo de sair para o seu lazer”, disse.

Álvaro Porto diz que, obviamente, é importante cuidar dos presídios mas, segundo ele, essa preocupação surge atrasada, a reboque dos massacres de presos no Amazonas e Roraima.

“Há anos existem denúncias sobre o excesso de presos e a falta de estrutura. Proteger o cidadão e garantir o direito de ir e vir, que está sendo desrespeitado, é que deve ser prioridade. No mais, existe muito discurso e pouca ação

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