segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Mulheres sao 261 vereadoras em Pernambuco


com informações JC Online

A lista de mulheres eleitas este ano em Pernambuco cresceu mais um pouco às vésperas da posse. A professora indígena Edilene Bezerra Pajeú (PV), 41, com votação suficiente para ocupar a décima das 13 vagas de vereador em Cabrobó, Sertão do São Francisco, conseguiu garantir, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o direito ao mandato, unindo-se às outras 260 escolhidas pelos pernambucanos e reconhecidas pela Justiça Eleitoral para as Câmaras Municipais. Será a única representante do sexo feminino a legislar na cidade.

Por unanimidade, a corte do TSE revisou a situação do registro de candidatura de Edilene, conhecida como Pretinha Truká e que tinha sido impugnada, a pedido do Ministério Público, por não ter se afastado da escola três meses antes das eleições. A última decisão do Supremo foi publicada antes do recesso. A diplomação está sendo providenciada.

“A defesa argumentou que ela não precisava se desincompatibilizar do cargo”, explica o advogado Luís Alberto Gallindo. As escolas indígenas integram a rede estadual de educação e Pretinha atua com contrato temporário, não é servidora concursada. Segundo ela, o pedido de afastamento chegou a ser feito no dia 1º de julho, três meses antes do primeiro turno. Mas a candidata só foi afastada pelo Estado 20 dias depois. “A assessoria jurídica da Secretaria Estadual de Educação alegava que eu não precisava me afastar”, defendia-se Pretinha.

A nova vereadora vive na Ilha de Assunção, no Rio São Francisco, a 489 quilômetros do Recife, com os mais de cinco mil trukás. Tem formação em licenciatura intercultural indígena pela Universidade Federal de Pernambuco e é uma das lideranças de sua comunidade. A candidatura foi uma decisão do povo truká.

Antes de Pretinha, Maria das Dores dos Santos, a cacique Dorinha Pankará (PP), em Carnaubeira da Penha, tornou-se vereadora em 2012. Concorreu mais uma vez este ano e ficou na suplência. Além das 261 vereadoras, Pernambuco tem 26 prefeitas eleitas em 2016. A posse delas está programada para o próximo domingo.

Em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata, o Legislativo voltará a ter presença feminina após duas décadas. Dos 19 eleitos, apenas uma mulher,  Silvia Moura de Jesus, conhecida por Silvia do Geral (PTC), 50 anos, é enfermeira, e foi eleita com 1.413 votos, na sua segunda tentativa. A Casa Diogo de Braga, em Vitória, só contou na sua história apenas com três vereadoras: Florianita Oleron (1968-1972), Yara Gouveia (1988 – 1992) e Fátima Carneiro (1992-1996).

 

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