quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Pernambuco registra aumento de intoxicação e acidentes com animais em 2016

Dos 1.898 atendimentos de acidentes com animais peçonhentos, 1.179 (62,1%) foram por picada de escorpião

Foto: Divulgação

Folha-PE

Durante todo o ano de 2016, o Centro de Assistência Toxicológica de Pernambuco (Ceatox-PE) contabilizou 4.109 atendimentos envolvendo acidentes com animais peçonhento (1.898) e intoxicações (2.211). O quantitativo é 50% maior do que o registrado em 2015, com 2.735 casos (1.213 de acidentes e 1.522 de intoxicação). 

Todo atendimento do Ceatox é feito pelo 0800.722.6001, que funciona 24 horas por dia, sete dias da semana, para prestar informações para a população e profissionais de saúde. Ao todo, o Ceatox realizou 22.726 atendimentos em 2016, um aumento de 40% em relação ao mesmo período de 2015, com 16.172.

Por meio da central de teleatendimento, é possível saber os procedimentos iniciais para a vítima e qual a unidade de saúde mais próxima para aquele tipo de caso.

Animais peçonhentos

Dos 1.898 atendimentos de acidentes com animais peçonhentos, 1.179 (62,1%) foram por picada de escorpião. “Crianças de até 12 anos, precisam procurar imediatamente uma unidade de saúde que tenha o soro para escorpião. Já adultos precisam ser atendidos para tratar apenas da dor local”, ressalta Lucineide Porto, coordenadora do Ceatox.

Em segundo lugar nos casos de acidente, estão as picadas por serpentes, totalizando 424 (22,4%). “Ainda em casa, a vítima pode lavar o local apenas com água e sabão e seguir para uma emergência. Não é indicado fazer torniquete, tomar qualquer tipo de remédio e colocar álcool e querosene no local”, avisa a coordenadora.

Intoxicações exógenas

No caso das intoxicações, com 2.211 ocorrências, lidera o ranking a ingestão de medicamentos, com 1.015 casos (45%). Em seguida, vem os casos de intoxicação por agrotóxico agrícola utilizado clandestinamente como raticida (chumbinho), com 355 (16%). 

“O chumbinho não é eficaz contra as colônias de rato. Esse produto ainda é perigoso para os seres humanos, pois sua ingestão pode causar o óbito em poucas horas”, avisa. Lucineide ressalta também que o comércio desse agrotóxico como raticida doméstico é enquadrado como uma atividade ilícita e criminosa.

Óbito

Dos atendimentos realizados pelo Ceatox, 83 pacientes vieram a óbito. O número é 62% maior que em 2015, com 51 mortes. A maioria das ocorrências foi por agrotóxico agrícola (chumbinho): 49 casos. Em seguida, as mortes por medicamento e serpente, com 10 casos cada

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