segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Integrante da “lista negra da morte” é assassinado em Amaraji/PE

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Um integrante da “lista negra da morte” foi assassinado na tarde deste domingo 19 de fevereiro de 2017, em Amaraji, na Zona da Mata de Pernambuco. 

A vítima, identificada como Urrobson Lima dos Santos, conhecido como Chuchu, de 24 anos, ocupava a sétima posição na lista, que tem 19 integrantes. Segundo informações repassadas pelo 21º Batalhão da Polícia Militar, ele, que é ex-presidiário, é de Chã Grande, no Agreste, e estava “escondido” em Amaraji.



Até o momento, cinco pessoas que estavam com os nomes escritos no papel já foram assassinadas. Quatro delas foram mortas de agosto de 2016 a janeiro de 2017. E a quinta pessoa, Chuchu, foi assassinada em um bar por volta das 14h deste domingo. Segundo a PM, ele teria ido a um restaurante, que fica na avenida Ayrton Senna, no centro da cidade, comprar um galeto, na companhia de um amigo, identificado como Cido José do Nascimento, conhecido como Cidinho, que também foi assassinado. O nome de Cidinho, no entanto, não consta na lista.

De acordo com o batalhão da área, Chuchu e Cidinho foram surpreendidos por um criminoso, que efetuou cerca de seis disparos, que atingiram as costas e as cabeças das vítimas. O suspeito, que chegou andando, deixou o local tranquilamente. Até o momento, ele não foi identificado. Chuchu ainda agonizou no local, mas acabou não resistindo aos ferimentos e morreu no estabelecimento comercial. Os corpos serão encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML).

“Lista negra da morte”

A “lista negra da morte” é monitorada pela Polícia Civil de Pernambuco, segundo o delegado Halysson Pontes, que investiga o caso. O papel foi afixado no início deste mês no muro do cemitério público de Chã Grande, e assustou os moradores, já que, na ocasião, quatro pessoas da lista já tinham sido mortas.

O caso tomou repercussão nas redes sociais e nos grupos de WhatsApp do município. Na folha, após listar a identificação das possíveis vítimas, a pessoa que escreveu deixou a mensagem “o cão está esperando” e “vai tudinho pro inferno ligerim demai (sic)”. Também foi escrito o número 666, que é o “número da besta”.

Na ocasião, o delegado Halysson Pontes, que decidiu investigar o caso após o alarde, informou que a população não deve temer. Em relação aos “integrantes” da lista, o delegado disse que eles têm envolvimento com roubos, furtos e tráfico. O documento, que foi escrito de caneta e com erros de português, já foi retirado do cemitério

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