terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Pernambuco. Um Estado sitiado pelo medo


Raphael Guerra

 

Roubo e tiroteio na Zona Oeste do Recife é mais um episódio de violência diária. Foto: TV Jornal/Reprodução

O Recife mais uma vez amanheceu atônito diante do avanço da criminalidade. O roubo a uma transportadora de valores seguido de tiroteio entre polícia e bandidos não só assustou os moradores da zona oeste, que acordaram amedrontados com tantos disparos. A ação, mais uma vez, trouxe a sensação (ou evidência?) de que estamos sitiados pela violência urbana.


Em entrevista a uma rede de TV, na manhã desta terça-feira (21), o novo comandante da PM, Vanildo Maranhão, afirmou que “a polícia agiu rápido”. Mas não adiantou. O resultado foi o pior possível: quatro policias militares feridos, nenhum suspeito preso e, segundo informações ainda extraoficiais, mais de R$ 60 milhões teriam sido levados pelo grupo fortemente armado.

A ação mostrou não só que a polícia precisa estar mais preparada para combater as quadrilhas, como também que falta um serviço de inteligência mais eficaz para evitar investidas tão ousadas como a que foi registrada nesta madrugada e que deixou o cenário de destruição.

A população pernambucana não aguenta mais tanta violência. Tem medo até de ir na esquina para não ser a próxima vítima de números tão assustadores. Em janeiro, os assassinatos registraram recorde em dez anos. Repito: recorde. Os assaltos também estão em alta há muito tempo. Nas páginas dos jornais e nos telejornais já não cabe mais tantas notícias de violência.

A situação não está desconfortável, governador. Está muito, muito pior. Está caótica. E, diante de tudo isso, estamos todos sitiados pelo medo.

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