segunda-feira, 6 de março de 2017

MPPE investiga suspeita de nova pirâmide financeira em Pernambuco



Para o Ministério Público, há indícios de que a empresa pratica pirâmide financeira. Foto: Internet

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) abriu inquérito civil para investigar a suspeita de uma nova pirâmide financeira que está recrutando cada vez mais pernambucanos e gente de outros estados. De acordo com as investigações preliminares, a empresa “Chip Livre”, que atua na internet, consiste na captação de recursos financeiros por meio de formação de pirâmide.


O caso está sendo investigado pelo promotor de Justiça Maviael de Souza Silva. De acordo com ele, a Chip Livre “encontra-se atuando fortemente no mercado consumidor de modo a atrair consumidores/investidores, sob a promessa de lucro fácil e garantido”. No entanto, segundo o promotor, “tal como anunciado pela empresa a ser investigada, há plena ênfase à formação de pirâmide, em detrimento do relevo do produto a ser anunciado pelos consumidores/investidores, o que, por si só, já constitui risco enorme de lesão aos interesses econômicos dos investidores”. A abertura do inquérito foi publicada no Diário Oficial.

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O MPPE vai encaminhar ofício ao Procon-PE para abertura de procedimento administrativo e fiscalização das reuniões realizadas pela empresa investigada.

Na decisão sobre a abertura de um inquérito civil, o promotor Maviael de Souza, ressaltou que “não há relação entre o que se ganha e o que se produz, e que fica evidente que a pirâmide, a qual hoje pode dar lucros a alguns, poderá desmoronar na medida em que os investidores pequenos deixem de investir”. Pontou ainda que há  “riscos de prejuízos econômicos aos quais estão os consumidores sujeitos e que é clarividente a promessa enganosa e arriscada de lucro fácil e de vida afortunada”.

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