terça-feira, 21 de março de 2017

Temer tira servidores estaduais e municipais da reforma da Previdência



Por Bruno Peres e Marcelo Ribeiro


Após dia de reuniões com parlamentares da base de apoio ao governo no Congresso, o presidente Michel Temer afirmou, em pronunciamento no Palácio do Planalto na noite desta terça-feira, que a reforma da Previdência respeitará a autonomia dos Estados e será feita apenas para servidores federais.


“Desde domingo, temos tido muitas reuniões com as lideranças da Câmara e do Senado. Surgiu com grande força a ideia de que nós deveríamos obedecer a autonomia dos Estados, portanto fortalecer o princípio federativo”, disse o presidente, ao anunciar a retirada dos servidores estaduais e municipais da reforma da Previdência enviada em dezembro ao Congresso. “Vários Estados, tenho ciência disso, já providenciaram a sua reformulação previdenciária. Seria uma relativa invasão de competência que nós não queremos levar adiante”, disse.

Em sua fala, Temer reiterou a necessidade de se aprovar a reforma da Previdência para que o país caminhe na direção da recuperação da economia, da retomada de emprego e do reequilíbro das contas públicas.

“Sempre dissemos que queríamos prestigiar princípio federativo. Estados que não fizeram reforma as farão se for necessário. Se não for necessário, não se submeterão a uma regração que viria na Constituição Federal”, explicou o presidente.

Ao terminar o comunicado, Temer evitou perguntas relacionadas às ações do governo após a deflagração da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal (PF), e sobre o avanço das investigações da Lava-Jato envolvendo auxiliares diretos e apoiadores. “Hoje vou dar só essa comunicação”, limitou-se a dizer aos jornalistas o presidente, que fez o pronunciamento acompanhado do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e de deputados governistas.

Mais cedo, o presidente recebeu o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que reforçou o apoio da legenda à aprovação da reforma da Previdência, mas reconheceu que o texto precisa de ajustes para ser aprovado no Congresso.

Em conversa com deputados e senadores da base governista, Temer pediu que haja maior nível de consenso sobre as mudanças a serem realizadas no texto para dar celeridade à tramitação da proposta no Congresso.

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