quinta-feira, 27 de abril de 2017

Criança que teve órgãos genitais mordidos pelo pai passa por cirurgia no Recife



Crime ocorreu na manhã desta quinta (27), em Nova Descoberta; menino de dois anos perdeu um dos testículos

Por: Portal FolhaPE com informações de Luiz Filipe Freire


Crime aconteceu na manhã desta quintaFoto: Divulgação


A criança que teve o pênis mordido pelo próprio pai no Recife passou por cirurgia nesta quinta-feira (27) e se recupera bem no Hospital da Restauração (HR), no bairro do Derby, área central da cidade. O menino de 2 anos e 4 meses foi socorrido por volta das 9h e atendido por uma equipe de cirurgia pediátrica. Ele perdeu um dos testículos, mas o pênis foi preservado. O procedimento durou cerca de duas horas. O estado de saúde é estável.

A polícia investiga o caso dessa criança que teria sido mordida pelo pai na manhã desta quinta, no bairro da Descoberta, na Zona Norte do Recife. O homem, que tinha 27 anos e trabalhava como garçom, foi assassinado a facadas pela esposa e mãe da criança, que teria flagrado o crime.

O caso aconteceu por volta das 6h. O homem morreu dentro da casa do casal e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), no bairro de Santo Amaro, área central do Recife. 

A reportagem da Folha de Pernambuco entrevistou a irmã do pai da criança, Carla Oliveira da Silva, que disse que a família está abalada com a tragédia. Ela afirmou que o irmão era querido entre os familiares e tratava bem o filho, mas lembrou que a esposa já tinha prestado queixa contra o marido na polícia por violência doméstica. "Eu não entendo porque a esposa dele fez isso, sem deixar que ele se defendesse", falou.

Carla comentou que o irmão apresentava ultimamente um comportamento estranho. "Ele sempre falava para mim que há algum tempo ouvia vozes. Não sei se foi isso que motivou a acontecer alguma coisa. Sempre conversei com ela [a esposa], dizendo que ele estava doente, precisando de ajuda, de um psiquiatra, mas ele dizia que não", explicou.

A mãe do garoto vai responder em liberdade pelo homicídio. No entendimento da Polícia Civil, como ela mesma acionou policiais militares para socorrer a criança e, mais tarde, se apresentou espontaneamente na Central de Plantões da Capital, não houve necessidade de prisão. "Não houve elementos para configurar o flagrante, porque ela mesma chamou os policiais, ela mesma veio até a Central de Plantões", declarou a delegada Genezil Coelho, explicando que somente na fase processual é que pode ser considerada a legítima defesa de terceiro. "Aqui conosco, no inquérito, ela deve responder por homicídio [sem qualificadoras]", complementou

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