sexta-feira, 7 de abril de 2017

Líder de quadrilha tinha vida de luxo no presídio



Jorge Luiz Vilela Farias foi um dos 23 presos na Operação Tarrafa, deflagrada nesta sexta-feira (7) pela Polícia Civil




Presos foram levados ao Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri)Damares Romão/LeiaJáImagens/Arquivo


Televisão, ar condicionado e poder sair e voltar quando quisesse eram algumas das regalias que Jorge Luiz Vilela Farias, de 36 anos, vulgo Dodi, possuía no Penitenciária Agroindustrial São João, na Região Metropolitana do Recife (RMR). Ele foi um dos alvos da Operação Tarrafa, deflagrada na manhã desta sexta-feira (7) em Olinda pela Polícia Civil.

Ao todo, 23 pessoas foram presas e 20 mandados de busca e apreensão domiciliar foram cumpridos, resultando no recolhimento de maconha, crack e armas. São 34 homicídios com envolvimento de integrantes da quadrilha, sendo 19 só no bairro de Peixinhos, em Olinda. 

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Além de Jorge Luiz, foram presos outros alvos considerados importantes, como o braço direito Luiz Carlos da Silva Ramiro, de 30 anos, e José Jeferson Morais, 33. Cinco mulheres também foram capturadas nesta manhã. 

Segundo o gestor da Polícia Civil, Joselito Kehrle, Jorge Luiz estava em regime semiaberto, o que lhe dava o direito de sair do presídio. Entretanto, "saía no momento que queria e cometia os crimes nesses momentos", comentou Joselito. 

Na manhã de hoje, o líder da organização foi preso após sair do presídio com o objetivo de matar um casal na comunidade V8 e assumir o controle do tráfico da região. "O Dodi queria exercer o domínio total [do tráfico] na cidade de Olinda", continuou o gestor da polícia. 

O comportamento dos agentes penitenciários do presídio em Itamaracá será investigado. A Polícia Civil cogita enviar Jorge Luiz para o presídio de Catanduvas, no Paraná, devido a sua aparente relação com funcionários do sistema prisional. Ele deverá também regredir ao regime fechado

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