segunda-feira, 17 de abril de 2017

Mãe e amigos de Marcolino Júnior lembram do jornalista com saudade e pedem justiça



Morte do jornalista completa um ano. Mãe de Marcolino Júnior fala sobre a saudade do filho. "Era a minha vida, um bom dono de casa, um bom filho".

Por G1 Caruaru



Marcolino Junior (Foto: Reprodução/Facebook)

Neste domingo (16) completou um ano da morte de Marcolino Júnior. Na data, o corpo do jornalista e colunista social foi encontrado na zona rural de Sairé, no Agreste de Pernambuco. O inquérito do caso apontou que ele foi morto a facadas dentro de um quarto de motel, em Caruaru, também no Agreste do Estado.


A mãe de Marcolino, Luzinete Adelina, lembra do filho com carinho e com o sofrimento que não diminui. "Era a minha vida, um bom dono de casa, um bom filho. Tudo era ele. Acabou o meu filho. A saudade é grande, não posso esquecer meu filho, porque era uma joia que Jesus me deu. Quando eles fizeram essa maldade com meu filho, deveriam ter pensado em mim, que eu era a mãe, era a dor que eu ia sentir. Era a dor que eu ia ficar para sempre", lamenta.


Os amigos próximos ainda sentem falta do colunista. A jornalista Jaciara Fernandes, que substituiu Marcolino no Jornal Vanguarda, onde ele assinou uma coluna por 17 anos, diz que não foi uma missão fácil.


"Foi uma tarefa árdua. Um ano se passou e essa dificuldade vem aumentando. Ele é muito presente na vida das pessoas que fazem a sociedade em Caruaru e Região. A cada edição do jornal eu tento dar o mesmo padrão de qualidade que ele dava a coluna", comenta.


Para Jaciara, o desaparecimento de Marcolino Júnior ainda é sentido com muita dor e a solução do caso é aguardada por todos. "É como se fosse hoje, ele está nos corações e nas mentes dos amigos e das pessoas que gostavam dele. Quanto à justiça, existe uma ansiedade para desvendar esse mistério. Sempre penso nos pais de Marcolino, como é o dia deles? Eles ficam aguardando em vão a chegada do único filho em casa e ele não chega", disse a jornalista.


A editora do Jornal Vanguarda e amiga, Léa Renata, lembra de Marcolino com alegria. "Parece que está viajando e que qualquer hora ele vai entrar na porta e falar com a gente com aquele bom humor dele. Quando ele chegava aqui era um alto astral, uma alegria. Isso faz muita falta".


Detalhes que envolvem a morte de Marcolino Júnior ainda não foram totalmente esclarecidos. Não houve o julgamento de nenhum dos dois suspeitos apontados pela polícia como responsáveis pelo crime, mas promotoria e defesa seguem elaborando estratégias para o momento do tribunal


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