sexta-feira, 7 de abril de 2017

Paulo Câmara encontra clima acirrado no Agreste





A segunda rodada do seminário Pernambuco em Ação realizada ontem (06), em Garanhuns, no Agreste, teve prestação de contas, assinatura de ordens de serviço e entrega de obras, mas também foi marcada por um embate entre os aliados do governador Paulo Câmara (PSB) e a oposição, simbolizada na figura do prefeito Izaías Régis (PTB), aliado do senador Armando Monteiro (PTB).

Inconformados com a decisão do prefeito de não recepcionar Paulo, aliados do governador acusaram o gestor municipal de agir com mesquinharia política. O próprio socialista, embora não tenha citado o nome de Izaías Régis, falou de falta de parceria da prefeitura.

"Infelizmente eu gostaria de ter dado a ordem de serviço (para construção de uma escola técnica) há mais tempo. Garanhuns não disponibilizou terreno para a gente construir de maneira mais rápida essa escola", declarou, em rádios locais.

A não cessão do terreno para a construção da escola técnica, aliás, foi mote de boa parte dos discursos contra o prefeito, mas as críticas foram além. "Quando um representante de uma cidade não vem, ele corta até um canal de interlocução. Quem vai dizer quais são os pleitos da região? A ausência não causa incômodo (no governo). Causa nele e na população de Garanhuns", enfatizou o secretário de Planejamento e Gestão, Márcio Stefanni.

O secretário estadual de Transportes, Sebastião Oliveira, foi mais duro. "O que sentimos é que a oposição está desnorteada, perdida, e que está querendo antecipar o pleito eleitoral haja visto a conduta deselegante, má educada e eleitoreira que o prefeito de Garanhuns tomou com o governo de Pernambuco. Ele não foi republicano, não teve institucionalidade. O governador sempre foi muito correto com as parcerias com qualquer prefeito".

Questionado pelo JC se endossava as declarações dos aliados, Paulo respondeu que governava para todo o Estado e que estava cumprindo uma agenda administrativa em Garanhuns.

PREFEITO

Izaías Régis enviou três secretários municipais e o vice-prefeito Haroldo Vicente (PSC) para representá-lo no evento, mas nenhum teve direito a discurso. A abertura do evento ficou a cargo da prefeita de Capoeiras, Neide Reino (PSB), que enfatizou que Paulo era sempre bem-vindo no Agreste.

Izaías Régis explicou a ausência. "Evidente que o evento tinha cunho eleitoreiro. Não poderia receber o governador para fazer elogios com as cobranças que o povo me pede para fazer", disse.

O prefeito rebateu a informação de que não se mobilizou para a construção de uma escola técnica. "Ofereci os dois melhores terrenos que tinha, mas foram rejeitados pelos técnicos da secretaria de Educação. Então, dei a sugestão de usarem um terreno que o Estado tinha e eles gostaram", assegurou.

Os aliados do governador também falaram que o prefeito de Garanhuns não dá ao Estado os créditos de obras feitas com recursos do FEM, programa do governo estadual. "Não inaugurei obras do FEM porque não penso pequeno e não vou ficar inaugurando poço artesiano e um pedaço de rua asfaltado", declarou.

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