quarta-feira, 26 de abril de 2017

Rebelião segue e racha no PSB só aumenta

PSB se “vinga” do senador e do filho

Inaldo Sampaio

Coluna Fogo Cruzado – 26 de abril


A maioria do PSB de Pernambuco resolveu “vingar-se” do senador Fernando Bezerra e do seu filho, Fernandinho, deputado federal e ministro de Minas e Energia, na reunião da executiva nacional em que se discutiu a posição do partido sobre as reformas trabalhista e previdenciária. Por 20 votos contra 5, o comando nacional posicionou-se contra a reforma trabalhista e por 21 a 2, e uma abstenção, contra a reforma previdenciária. Pai e filho são a favor das duas reformas e trabalharam intensamente para levar o partido a abraçá-las. Deu pra trás. A ala independente de Pernambuco, capitaneada pelo deputado Danilo Cabral, deu o troco ao senador, que emplacou o filho no ministério de Michel Temer à revelia da secção pernambucana e a deputada Tereza Cristina na liderança da bancada em oposição a Tadeu Alencar. O racha está instituído e como o PSB não tem mais um líder como Eduardo Campos, tende a desaguar na eleição de 2018.

O racha no PSB está instituído e vai desaguar na eleição marcada para o próximo ano

A segunda derrota

Fernando Bezerra Coelho deixou a reunião da executiva do PSB antes do seu encerramento. Ao notar que sua tese de apoio às
reformas trabalhista e previdenciária seria derrotada, ele imediatamente caiu fora. Foi seu 2º revés dentro do partido. O 1º
foi a tentativa de emplacar João Fernando Coutinho na 3ª secretaria da Câmara Federal. Ele perdeu a vaga para JHC (AL).

Punições – O Estatuto do PSB prevê uma série de penalidades para quem desobedecer às suas decisões, que vão da advertência à
expulsão. Mas é improvável que vá expulsar Fernando Pai e Fernando Filho se ambos votarem a favor das reformas propostas pelo governo Temer.

Indicação – Fernando Filho foi indicado para o Ministério de Minas e Energia por 28 dos 34 membros da bancada federal do PSB.
Como a maioria desse pessoal votará contra às reformas do governo Temer, a força política do ministro junto ao presidente da
República tende a cair.

Não sai – Michel Temer não vai exonerar Fernando Filho do seu governo por conta da “rebelião” do PSB, 1º partido a fechar
questão contra as reformas trabalhista e da Previdência. Até porque o pai do ministro é senador e líder da bancada do partido
no Senado

Postar um comentário