segunda-feira, 8 de maio de 2017

Acusado de matar fisioterapeuta em Boa Viagem teria usado redes sociais em presídio


Raphael Guerra

Edvan Luiz da Silva, acusado de assassinar uma fisioterapeuta, está no Presídio de Igarassu. Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

O comerciante Edvan Luiz da Silva, 32 anos,acusado de estuprar e assassinar a fisioterapeuta Tássia Mirella Sena de Araújo, 28, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, teria usado as redes sociais dentro do Presídio de Igarassu, onde está preso há quase um mês. A imagem de uma postagem supostamente feita por ele no Facebook foi encaminhada neste domingo (07) ao Ronda JC. Procurada pelo blog, a Secretaria-Executiva de Ressocialização (Seres) informou que o caso será encaminhado para investigação da Polícia Civil de Pernambuco.


Na imagem, o texto diz o seguinte: “Sei que estou nas trevas, na escuridão desta prisão, mas sei que o meu senhor não suporta mais minhas lágrimas e vai dar minha vitória um dia. Amém”. O post foi publicado no último dia 23. O blog entrou em contato com alguns amigos do comerciante. Eles confirmaram que visualizaram a publicação e que recentemente a mesma foi excluída.

 

 

Em nota oficial, a assessoria da Seres confirmou que já tinha ciência da denúncia e que revistas foram realizadas na cela onde está o acusado, no entanto uma apuração interna constatou que a página do Facebook não seria dele. Mesmo assim, segundo a Seres, o caso será encaminhado à Delegacia de Crimes Cibernéticos para comprovar a origem da postagem e punir o responsável.

Processo na Justiça

No último dia 25 de abril,o comerciante Edvan Luiz da Silva virou réu no processo que investiga o estupro e assassinato da fisioterapeuta Tássia Mirella. A informação foi publicada com exclusividade pelo Ronda JC. A Justiça recebeu a  denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) contra ele. O processo está na Terceira Vara do Tribunal de Júri da Capital, que aguarda a apresentação da defesa do réu para marcar as audiências de instrução e julgamento e dar sequência ao caso.

Na decisão, magistrado destacou que “os fatos narrados na denúncia constituem crime doloso contra a vida conexo com o delito contra a liberdade sexual”. Odilon solicitou ainda algumas provas, já colhidas pela polícia, para que sejam anexadas ao processo, entre elas filmagens das câmeras de segurança do Edifício Golden Shopping, onde a vítima foi assassinada pelo vizinho, e também os laudos periciais. O magistrado também determinou que o acusado permaneça preso.

Edvan Luiz da Silva foi  indiciado por estupro e por homicídio triplamente qualificado (assegurar a ocultação de outro crime, sem possibilidade de defesa da vítima e feminicídio). Na denúncia, o Ministério Público acrescentou outra qualificadora: emprego de meio cruel. Portanto, Edvan responderá por homicídio quadruplamente qualificado.

Apesar de negar o crime, segundo a polícia, provas materiais, como o DNA do comerciante encontrado nas unhas da vítima, comprovaram a responsabilidade dele.

Entre as provas, apontadas em um laudo confeccionado por um médico legista do Instituto de Medicina Legal (IML), foram identificadas lesões espalhadas pelo corpo do suspeito, o comerciante Edvan Luiz da Silva, 32. As marcas demonstram que houve luta corporal entre vítima e assassino. A fisioterapeuta tentou se defender, resistiu até o fim, para não ser abusada sexualmente.

Edvan está preso numa cela isolada no Presídio de Igarassu. Antes, por quatro dias, o suspeito permaneceu no Cotel, após a Justiça decretar a prisão preventiva dele (Leia o que disse a juíza sobre o caso).

A fisioterapeuta Tássia Mirella foi assassinada em flat no bairro de Boa Viagem. Para a polícia, crime foi premeditado. Foto: TV Jornal/Reprodução

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