quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Empresas laranjas movimentaram R$ 340 mi em mercadorias em 5 anos


Polícia Civil apresentou balanço de operação que desmantelou associação criminosa que cometia crimes de ordem tributária


JC Online



   Polícia apresentou balanço da operação Destinos Cruzados

A Secretaria da Fazenda em Pernambuco identificou que 51 empresas laranjas movimentaram R$ 340 milhões em cargas, em Pernambuco, nos últimos 5 anos. O diretor de Operações Estratégicas da Secretaria da Fazenda no Estado (Sefaz-PE), Cristiano Dias, falou sobre o assunto durante coletiva de imprensa sobre operação da Polícia Civil que desmantelou associação criminosa que realizava crimes de ordem tributária no Estado.


Em vez de adquirir de fabricantes ou de empresas do ramo atacadista, 59  empresários preferiam comprar de empresas laranjas, que só existem no cadastro, não possuem sede. "Além das ações fiscais em curso, iremos fazer auditorias fiscias para desconstituir os créditos dessas notas que acobertaram mercadorias através de laranjas", comenta Cristiano Dias.


Na operação Destinos Cruzados, sete pessoas foram presas, 13 mandados de busca e apreensão e cinco de condução coercitiva, cumpridos. Uma pessoa está foragida. Nesse esquema, foram identificados crimes de falsidade ideológica, estelionato, corrupção ativa e associação criminosa. A operação contou com 100 policiais civis e 74 auditores da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-PE).


Duas transportadoras, sediadas em Pombos, na Zona da Mata do Estado, com nome fantasia Caneta e Transmulambo, confeccionavam notas fiscais falsas e direcionavam às laranjas. No meio do caminho, as cargas eram desviadas para outras empresas. A polícia identificou que 33 empresas ativas adquiriam produtos das laranjas. A Justiça emitiu cinco mandados de condução coercitiva. Um do donos das transportadoras está foragido. Nesta terça-feira (19), encontrou 2 milhões de produtos sem nota fiscal. 


"Os reais adquirentes faziam caixa 2, a partir do momento que as mercadorias adentravam nos estabelecimentos sem nota de entrada. Por consequência, possibilitava que fizessem revenda sem nota fiscal", comenta o delegado Germano Cunha.


INVESTIGAÇÃO

A investigação começou em janeiro deste ano, quando a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz) comunicou à polícia que abordou dois caminhões em posto fiscal e constatou que as entregas estavam destinadas a uma empresa laranja com o nome A.J. de Oliveira Mercantil. Na época, dois motoristas, chamados Flávio e Paulo Feliciano, pagaram auto de infração e foram liberados. A empresa fantasma foi bloqueada pela Sefaz.


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