segunda-feira, 16 de julho de 2018

Mortalidade infantil sobe pela 1ª vez em 26 anos

A taxa de 2016 ficou em 14 óbitos infantis a cada mil nascimentos, um aumento de quase 5% sobre o ano anterior, retomando índices similares aos dos anos 2014 e 2013.

Por Redação Portal T5

Em 2016, a taxa de mortalidade infantil aumentou no Brasil pela primeira vez desde 1990. Segundo levantamento da Folha de São Paulo, a tendência é que o índice de 2017 também se mantenha acima do registrado em 2015.

As causas do crescimento, conforme o Ministério da Saúde, podem estar relacionadas à epidemia do vírus da zika e a crise econômica do país. A primeira, pela queda de nascimentos (o que traz impacto no cálculo da taxa de mortalidade) e de mortes de bebês por malformações graves. Já a crise estaria associada às mortes infantis evitáveis, influenciadas pela perda de renda das famílias, estagnação de programas sociais e cortes na saúde pública. A zika fez diminuir o número de nascimentos, o que afeta o cálculo da taxa de mortalidade.

A taxa de 2016 ficou em 14 óbitos infantis a cada mil nascimentos, um aumento de quase 5% sobre o ano anterior, retomando índices similares aos dos anos 2014 e 2013.

Segundo o relatório do Unicef, entre 2015 e 2016 na América Latina a taxa ficou estacionada em 18 óbitos infantis por mil nascimentos. No mundo a tendência de redução se manteve —de 42 para 41.

Para 2017, a previsão no Brasil é que a taxa fique, no mínimo, em 13,6 (contra 13,3 de 2015), mas os números oficiais ainda não estão fechados.

A taxa de mortalidade infantil considera o número de mortos até um ano a cada mil nascidos vivos. Monitora-se ainda a taxa chamada de mortalidade na infância, que considera o número de crianças de até cinco anos mortas a cada mil nascidos vivos. Em 2016, morreram 36.350 crianças nessa faixa etária —19.025 nos primeiros sete dias

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